17/08/2026 CDL INFORMA

Minas Gerais responde por dois terços da produção nacional de pão de queijo

Minas Gerais responde por dois terços da produção nacional de pão de queijo

Neste 17 de agosto é celebrado o Dia Nacional do Pão de Queijo. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o estado é responsável por dois terços da produção nacional da iguaria, estimada  pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) em 892,5 mil toneladas por ano.

 

No embalo da data, a Fiemg chama a atenção de como o pão de queijo movimenta a cadeia produtiva no estado, começando no campo, passando pelas indústrias de laticínios e alimentos e chegando às padarias para o deleite do consumidor final.

 

Com itens como leite, manteiga e queijo em sua receita, o pão de queijo é totalmente dependente da produção e processamento desses laticínios. Praticamente metade (48,5%) da produção de leite no estado – estimada em 9,78 bilhões de litros em 2025 pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (Silemg) – é direcionada para a fabricação de queijos.

 

Minas Gerais tem 775 estabelecimentos de laticínios e cerca de 134 mil produtores que destinam o leite ao processamento industrial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, o estado liderou a aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção, com 23,9% de toda a captação nacional.

 

“O consumo do queijo é impulsionado pela fabricação do pão de queijo. Isso é muito importante para a indústria de laticínios. O pão de queijo impulsiona bastante a cultura mineira: é o queijo, é o polvilho”, acrescenta Vinícius Dantas,  presidente da Câmara da Indústria de Alimentos e Bebidas da Fiemg.

 

Em 2025, a indústria de alimentos movimentou R$ 164,5 bilhões em Minas Gerais, equivalente a 11,9% da produção brasileira de alimentos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), são quase 7 mil empresas e aproximadamente 247 mil empregos diretos gerados no estado.

 

Segundo Dantas, a crescente demanda pelo produto exige a incorporação de tecnologias e equipamentos para a fabricação. Um exemplo é a secagem do polvilho, que pode reduzir a dependência exclusiva das condições climáticas. A própria produção da mandioca, matéria prima do polvilho, envolve o emprego de novas tecnologias e pesquisas para ampliar o cultivo em diferentes regiões.

 

Para Guilherme Abrantes, presidente do Silemg, a competitividade depende dos custos ao longo de toda a cadeia, envolvendo fatores como energia, logística e mão de obra: “Como o leite é matéria-prima fundamental, qualquer pressão de custos nessa cadeia pode impactar a indústria de pão de queijo, o comércio e, consequentemente, o preço ao consumidor final.”

 

Padarias

 

Na outra ponta da cadeia do pão de queijo estão as padarias. Minas Gerais possui mais de 33 mil empresas ativas no segmento de panificação e confeitaria, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).

 

Para Rita de Cássia de Miranda Gonçalves, presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), em alguns estabelecimentos o consumo do pão de queijo fica atrás apenas do pão francês, se firmando entre os produtos mais vendidos nas padarias.

 

A diversificação – com versões recheadas, diferentes tamanhos e formatos e preparações como waffles – também resulta no aumento do consumo. A praticidade no preparo é outro fator apontado pelo setor para explicar a presença do produto nas padarias.

Fonte: Https://fcdlmg.org.br/

Autor: FCDL/MG

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